##issue.vol## 16, ##issue.no## 2 (2013)

DOI: http://dx.doi.org/10.18224/educ.v16i2


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Mário Casassanta

Como foi um dos signatários do Manifesto dos Pioneiros da educação Nova, Mário Casassanta é o homenageado na capa desta edição da Revista Educativa. Nascido, em Camanducais, Minas Gerais, em 1898, faleceu em Belo Horizonte em 1963. Mario Casasanta diplomou-se pela Escola de Farmácia de Pouso Alegre, em 1920, e pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, em 1924.
Lecionou no Ginásio de Pouso Alegre e em Campinas, São Paulo e no Colégio Arnaldo e no Colégio Estadual, em Belo Horizonte. Ensinou Direito Constitucional, na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, e Teoria Geral do Estado na Faculdade Mineira de Direito da Universidade Católica.
O educador desempenhou outras relevantes funções públicas, como inspetor geral da Instrução Pública de Minas, diretor do Departamento de Educação do então Distrito Federal, Reitor da Universidade de Minas e, por duas vezes diretor de Imprensa Oficial. Foi Inspetor-Geral da Instrução Pública de Minas Gerais nos anos de 1928 a 1931 e professor catedrático de Português do Ginásio Mineiro, em 1936. Na Universidade de Minas Gerais em 1938 foi professor de Direito Constitucional e reitor, além de ter trabalhado como Diretor da Caixa Econômica Federal e Secretário do Interior do governo de José Magalhães Pinto. Como Inspetor-Geral da Instrução Pública, Mario Casasanta realizou importantes reformas do ensino público mineiro. Pertenceu à Academia Mineira de Letras.
Entre os anos de 1956 e 1958, Mário Casasanta foi Secretário da Educação. Neste cargo, ele assinou o convenio entre o Estado de Minas Gerais e o governo norte-americano, resultando na instalação do Programa Brasileiro-Americano de Assistência ao Ensino Elementar - PABAEE - nas dependências do Instituto de Educação, então sob sua direção. O programa tinha como objetivo possibilitar o desenvolvimento de atividades relacionadas à educação, dentre as quais o estudo da Psicologia aplicada à educação. Mais tarde, em parceria com Lucia Monteiro Casasanta dedicou-se ao estudo da linguagem da criança em fase escolar e a projetos de reconstrução da memória escolar no Brasil.