##issue.vol## 17, ##issue.no## 1 (2014)

DOI: http://dx.doi.org/10.18224/educ.v17i1


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Antônio de Sampaio Dória é o homenageado da vez, na capa desta edição da Revista Educativa, dando sequência às homenagens que a revista vem prestando aos signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova.
Nasceu em Belo Monte, Alagoas, em 1883 e faleceu em São Paulo, em 1964. Foi político, jurista e educador. Em 1908, formou-se, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo. Exerceu a advocacia, trabalhou como redator de O Imparcial, foi assistente jurídico no Ministério da Justiça e Procurador Regional do Tribunal Eleitoral de São Paulo, 1934-1937.
Como Diretor-Geral da Instrução Pública de São Paulo, 1920-1924, implantou a primeira das reformas educacionais introduzidas em vários estados brasileiros; organizou o primeiro recenseamento educacional realizado no Brasil; criou as delegacias de ensino, modelos ainda hoje existentes; fundou as Escolas de Alfabetização, com o objetivo de erradicar o que ele considerava o mais grave problema educacional do país; unificou as antigas Escolas Normais e elaborou uma proposta de criação da Faculdade de Educação para a formação de professores, projeto que jamais saiu do papel; foi professor na Escola de Comércio Álvares Penteado e no Colégio Macedo Soares, onde atuou como vice-reitor; lecionou Psicologia, Pedagogia e Educação Cívica, na Escola Normal de São Paulo; Direito Público Constitucional e Direito Internacional Privado, na Faculdade de Direito de São Paulo.
A luta pela democracia, sua principal preocupação, em várias tentativas de reforma do ensino público no Brasil, o levou ao exílio. Com a implantação do Estado Novo, foi demitido das funções públicas e exonerado de suas atividades docentes na Faculdade de Direito de São Paulo. Com a deposição de Getúlio Vargas, recuperou seu cargo de docente e foi nomeado Ministro da Justiça pelo presidente interino, José Linhares.
Como ministro, 1945-1946, entre outras ações importantes, aprovou o registro do Partido Comunista do Brasil, em 1945. Ao deixar o Ministério, abandonou a vida política dedicando-se ao Magistério e à publicação de seus artigos e livros, entre estes: Recenseamento escolar: relatório, 1920; Questões de ensino: a reforma de 1920 em São Paulo, 1923; Espírito das democracias, 1924; Educação moral, 1928; O comunismo caminha no Brasil, 1933; Os direitos do homem, 1942; Direito Constitucional: curso e comentários à constituição, 1953; Psicologia da educação, 1959.