##issue.vol## 12, ##issue.no## 2 (2009)

DOI: http://dx.doi.org/10.18224/educ.v12i2


##issue.coverPage.altText##
Este número de a Educativa homenageia Benjamin Constant Botelho de Magalhães, nascido em Niterói-RJ, em 18 de outubro de 1836. Ele era engenheiro, militar, professor e estadista.
Seus primeiros estudos foram feitos com um padre da vila em que morava (Freguesia de Magé) e com seu pai, também militar e professor, com quem, iniciou-se em Gramática Portuguesa, Latim e Cálculo Elementar. Perdendo-o antes de completar 13 anos, foi obrigado a assumir a responsabilidade de lutar pela própria sobrevivência e a da família.
Transferindo-se com a família para a Capital, foi aceito como aluno no externato do Mosteiro de São Bento, onde conseguiu, devido ao excelente desempenho, tornar-se professor auxiliar de Latim e Matemática Elementar. Concomitatemente, frequentou o Colégio Coruja que lhe forneceu o atestado que lhe permitiu requerer a admissão aos exames preparatórios à  Escola Militar da Práia Vermelha (EMPV). Sendo aprovado nesses exames, matriculou-se na EMPV e nela estudou até 1858, ocasião em que ela se bipartiu separando o ensino de Engenharia do ensino propriamente Militar. A formação dos militares-engenheiros passou, então, a se fazer na Escola Central, posteriormnte denominada Escola Politécnica Nacional de Engenharia (hoje, Engenharia da UFRJ), onde nosso homenageado bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemáticas em 1860. No ano seguinte, ingressou no curso de Engenharia. Na condição de engenheiro civil e militar participou da Guerra do Paraguai de 1866 a 1868.
Em 1863, casou-se com a filha do diretor do então Instituto dos Meninos Cegos, hoje, Instituto Benjamin Constant. Além de professor, ele foi também diretor dessa Intituição. Nessa última condição, escreveu um novo projeto de ensino para esse Instituto.
Buscando ingressar no magistério superior, prestou e foi aprovado em vários concursos. Conseguiu ser provisoriamente nomeado como repetidor de Matemática da EMPV (1873), efetivando-se nela como Catedrático em 1889. Ainda na condição de estudante dessa Escola, Benjamin Constant entrou em contato com a obra de Conte, tornando-se um dos mais ferforosos adeptos do positivismo, em suas vertentes filosófica e religiosa, difundindo-o, depois, como professor, entre a jovem oficialidade do Exército brasileiro.
Nosso homenageado foi um dos principais articuladores do movimento que desaguou na Proclamação da República (1889), sendo, posteriormente, nomeado Ministro da Guerra e, depois, Ministro da Instrução Pública do Governo Provisório. Nesta última função, promoveu uma importante reforma curricular. Seus atos legislativos na Pasta da Guerra propiciaram mudanças significativas no ensino militar.
Como Ministro da Instrução Pública reformou todos os níveis da educação nacional. Todavia, foi especialmente nos níveis da educação básica (fundamental e média) que Benjamin Constant buscou imprimir a marca do método científico conteano. Entre as reformas que assinou consta o decreto que criou o Pedagogium na Capital Federal; o que regulou a Instrução Primária e Secundária do Distrito Federal; o que modificou o Regulamento da Escola Normal da Capital Frderal e o aprovou; o Regulamento do Instituto Nacional dos Cegos.
Com seu desaparecimento em 22 de janeiro de 1891, as reformas assinadas por ele (parte do projeto burguês de reconstrução nacional e de elevação do país ao nível do século) ficaram comprometidas. As disposições transitórias da Constituição de 1891 consagraram-no como o fundador da República brasileira. (Para mais informações, cf. Dicionário de Educadores no Brasil: da Colônia aos dias atuais, 1999: 111-115). Foto: Celso Castro, 1995: 104.